Depois de ver a Estrada Municipal Leonardo da Cruz que liga Gavião Peixoto à cidade de Nova Europa em situação de miséria, o Vereador Claudio Barbosa resolveu encaminhar reclamação à ouvidoria do Governo do Estado e obteve a infeliz resposta.
Segue abaixo: Essa é a situação de toda a extensão da estrada municipal.
Protocolo nº 287351
Interessado: Vereador Cláudio Barbosa.
Assunto: Estrada Municipal Leonardo Cruz (Gavião Peixoto – Nova Europa).
A respeito da manifestação do Vereador Cláudio Barbosa, informa a sucursal do DER em Araraquara o que segue:
A estrada em questão foi restaurada e entregue à administração Municipal e aos usuários em setembro/2008. Esta recuperação se deu através do Programa de Recuperação de Vicinais – Pro I, que previa o recapeamento da capa de rolamento e a recuperação de pontos rompidos, sendo que, a capacidade de suporte da estrada permaneceu a mesma, ou seja, não houve um redimensionamento e nem alteração da estrutura do pavimento desta estrada que foi construída à aproximadamente 25 anos, para atender a realidade de outra época, onde o VDM (volume de veículos que trafegam pela estrada) era menor, com veículos de menor velocidade e capacidade de carga menor.
Informa também que, a quantidade de veículos que passam por esta estrada após a recuperação, aumentou consideravelmente e está servindo como rota alternativa das rodovias pedagiadas e principalmente das rodovias com controle de peso (balanças), fazendo que esta estrada receba diariamente um tráfego muito intenso de veículos de grande porte, sem nenhuma fiscalização adequada por parte dos Municípios.
Lembra ainda que, existem três fatores que deterioram o pavimento de uma rodovia: a quantidade de veículos que trafegam por ela, a velocidade e a carga transportada. Esses fatores se agravam quando acontecem sobre uma rodovia com excesso de umidade.
Portanto são “imprescindíveis” pequenas ações por parte do Município, após o recebimento da obra, como exemplo: capina das margens da estrada, possibilitando que as águas das chuvas escoem evitando que fiquem empoçadas nas bordas da pista, encharcando a sua lateral e conseqüentemente a base da pista. O efeito da carga sobre a água, sobre a pista e sobre a base “encharcada” provoca o rompimento da base e como
conseqüência os buracos, motivo este que torna imprescindível a manutenção preventiva das estradas.
Nota-se que os rompimentos ocorreram onde as cargas exigem um maior esforço da estrutura do pavimento, ou seja, nas curvas onde além da força vertical das cargas ocorre também à tangencial.
Por esta razão, se faz necessário além da manutenção constante, um controle de carga, que pode ser feito por agentes de fiscalização, através das notas fiscais, verificando o peso das cargas transportadas. Esse assunto poderia ser estudado pelo Poder Legislativo do Município, com a edição de Lei regulamentando esse tipo de fiscalização nas estradas municipais.
Esclarece ainda que, esse segmento da estrada tem 7 km de extensão, ou seja, 49.000 m2 e foram rompidos 600 m2, portanto, a quantidade rompida não importa em 1% da extensão total do segmento.
A recuperação em questão foi executada pela Empresa Leão & Leão Ltda., através do Contrato nº 15.201-2/08.
Quanto à fiscalização da obra ficou a cargo da Supervisora EPT – Engenharia e Pesquisas Tecnológicas S/A, empresa contratada para supervisionar os serviços juntamente com a Fiscalização do DER, através do contrato nº 15.382-5/08.
A obra em questão foi entregue e recebida pelo Município em 11/09/2008, em perfeitas condições, sendo o prazo de observação de 6 (seis) meses.
A Regional do DER em Araraquara consultou a empresa que executou as obras, que se prontificou a executar os reparos nos pontos rompidos, assim que o período de chuvas cessar, mesmo já tendo transcorrido o prazo de observação da obra.
Cordialmente,
Ouvidoria Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo - DER
(11) 3311-1545